Texto fundacao História

Três anos antes, em 1929, tivera início a colonização através de Kiyozo Nishino, Kiichi Furukawa, Shojiro Sakai, Motosuke Kawahira e Eizo Kasahara, os pioneiros a se estabelecerem na região hoje bairro do Caetê (São Roque) para cultivo da batata.
No ano seguinte, isto é, em 1930, entraram sucessivamente no núcleo, Tsukuru Myojin, Tosaku Igarashi e Mitio Kayano.

O fato detonador da criação da Associação teria sido o seguinte:
• Em 1931, Tsukuru Myojin, acima citado, teria participado do Campeonato de Atletismo Intercolonial no Clube Paulistano e vencido a prova de 10.000 metros. Na ocasião, Myojin representava a Associação Japonesa de Cotia e então os seus companheiros sugeriram a criação da Associação em Vargem

Grande para que ele pudesse representá-la.

A associação assim criada preocupou-se, antes de tudo, na educação das crianças, já numerosas e na idade escolar.

Texto primeiros anos História

Assim nascia a primeira Escola Japonesa de Vargem Grande em 1934 e que funciona até hoje, tendo comemorado com pompa os seus 70 anos de existência há 2 anos. Seria esta uma das primeiras escolas de língua japonesa instalada na nossa região Sudoeste.

Para o primeiro professor desta escola foi chamado de Registro o Prof. Kozo Ebina. O mesmo permaneceu até dezembro de 1941, quando em virtude do envolvimento do Brasil na Segunda Guerra Mundial, foi proibido o ensino da língua japonesa em nosso país.

Mesmo com a proibição, entretanto, o ensino da língua japonesa continuava através de professores itinerantes que reuniam alunos em locais reservados para ministrarem suas aulas. O principal entre eles era o Prof. Hiroshi Osaka.

A Escola Japonesa fechada havia se transformado na escola de língua portuguesa (Escola Mista) e só foi oficializada como escola pública (Grupo Escolar) em 1948.

O ensino da língua japonesa volta a ser ministrada na escola da Associação em 1949, disfarçada na forma de escola de corte e costura.

A Escola Japonesa foi e continua sendo ainda hoje o centro aglutinador e “Mola Mestra” da Associação, razão pela qual, é impossível contar a história da Associação sem contar a história da Escola.

Outro fato incontestável é que a nossa associação desde a sua fundação teve a sua história umbilicalmente ligada à Cooperativa Agrícola de Cotia (CAC).

Em 1935, a CAC instala aqui o seu primeiro depósito regional e os membros da Associação Japonesa tornam-se todos, sem exceção, sócios da CAC.

Texto esportes História

A Associação Pós-Guerra

A notícia do término da Guerra em agosto de 1945 foi captada pelos dois rádios existentes na comunidade (Kobayashi e Mikami), o que motivou a convocação de reunião de emergência dos chefes de distrito, divulgando-se em seguida à toda população.

Felizmente, na nossa comunidade não ocorreram turbulências como do Shindo- Renmei, que aterrorizaram tantas comunidades do interior paulista, pois as informações sobre o desfecho da Guerra emanadas da sede da Cooperativa eram transmitidas com presteza aos cooperados, de forma que todos estavam perfeitamente informados sobre a realidade.

Em 1946, a Associação Japonesa iniciou a publicação do órgão mensal denominado Kaishin (Reforma), cujo redator era o Prof. Hiroshi Osaka, que contava com a colaboração dos comunitários.

Pela iniciativa da Associação Japonesa, foi promovida a campanha de auxílio aos flagelados da Guerra no Japão, e a Associação Feminina Caetê igualmente desenvolveu a campanha em prol dos órfãos da Guerra, tendo enviado por várias vezes roupas e outros materiais ao Japão.

Após a Guerra começaram a acontecer as noites de Cinema Japonês inicialmente em recintos improvisados cobertos de encerados.

Também no dia 7 de setembro, Dia da Independência, promovia-se o Undokai todos os anos. Tinha ainda o Teatro Popular, que se apresentava anualmente e era muito prestigiado pela comunidade.

Em junho de 1945 era inaugurado o novo depósito da CAC nesta localidade.

Texto escola História

Passado a agitação do pós-guerra, a comunidade ganhou a tranqüilidade e esta crescia em ritmo acelerado, auxiliado ainda pelo fenômeno Cotia-Seinen, cuja primeira turma chegou em 1955. O número de associados da CAC subiu para 201, o que forçou mais uma vez a ampliação do internato.

O novo internato foi idealizado por ocasião da comemoração do 50o Aniversário da Imigração Japonesa no Brasil (1957). Com o projeto do engenheiro Kawai da CAC, e com a colaboração diligente do Taichiro Hashizume na execução, foi possível a inauguração em 12 de abril de 1959 (atual prédio do refeitório e outros).

Foi realmente grande o sacrifício dos associados para levantar esta obra, luxuosa para a época, o que demonstra a coragem e a vontade dos associados de fazer tudo pela educação dos filhos numa perspectiva de longos anos.

No ano seguinte (1960), ainda foram construídos mais dois prédios escolares (antiga secretaria da ACEVG / atual sala de convivência e outros).

Também nesta época foram construídas as atuais instalações do campo de Beisebol. Sob o comando do chefe do GTC (Grupo de Transportes Coletivos) Tsukuru Myojin, toda a comunidade se empenhou nesta empreitada. Foram executadas as obras de drenagem com utilização de dezenas de caminhões de areia, e com a construção do novo Back-net resultou o que era considerado na época um dos melhores campos de Beisebol da redondeza.

Vale ressaltar que em todas as obras aqui citadas, a participação do então GTC foi fundamental, a ponto de se poder afirmar que nenhuma delas teria sido possível sem a sua colaboração. Isto porque, as duas organizações, Associação Japonesa fundada em 1932 e GTC em 1943, foram duas irmãs siamesas, onde o chefe do GTC acumulava o cargo de presidente da Associação Japonesa. Em 1948, construiu-se o internato que era administrado pelo GTC. Todos os associados da Associação Japonesa eram ao mesmo tempo associados da CAC e os recursos financeiros do internato provinham do GTC e de contribuições dos associados da CAC.

Somente em 1968 a CAC passa por uma reestruturação administrativa e em decorrência dela a Associação Japonesa de Vargem Grande passa a ter sua personalidade jurídica legalmente registrada com o nome de Associação Cultural e Esportiva de Vargem Grande. Nasce assim, a atual ACEVG independente da CAC.

Texto sede social História

Fazia-se, portanto, urgente a construção de uma sede social; Uma sede digna de uma organização estruturalmente respeitável, como era já a ACEVG, comportando desde Jardim de Infância até Mannen Club.

Decidida a construção, passou-se imediatamente ao estudo da viabilidade técnica e financeira, já que existia na época vários profissionais graduados na área entre os associados.

Elaborado o orçamento global, que foi estimado em CR$ 500.000,00, decidiu-se que a obra seria executada em duas etapas, prevendo-se para a primeira etapa um gasto de CR$ 300.000,00. Para esta fase, poder-se-ia contar com a doação da Cooperativa de Eletrificação Rural de Aguassaí no valor de CR$ 100.000,00 e o restante seria oriundo da contribuição dos associados via Livro de Ouro.

O lançamento da pedra fundamental se deu no dia 7 de dezembro de 1975 e a obra foi concluída em dezembro de 1976 pela Comercial Construtora TONE Ltda, ao custo de CR$ 1.135.000,00.

A pomposa inauguração ocorreu em 18 de dezembro de 1976 com a presença de autoridades federais, estaduais e municipais.

Texto anos 80 História

A escola japonesa possuía, em média, 120 a 140 alunos, uma parte deles internos (até o fechamento do internato em 1985).

Em maio de 1979, foi aberta a Academia de Kendô com o nome de SEIKOKAN. E o Kendô foi introduzido no currículo escolar, onde permaneceu até 1984. Muitos dos nossos alunos se destacaram no cenário nacional da modalidade.

O KARAOKÊ vivia seus anos de glória com a abertura de um grande número de casas de Karaokê, realização de competições, etc. Na nossa Associação também era inaugurada a sala de Karaokê em março de 1988, onde os nossos cantores fazem treinamentos até hoje.

O município de Vargem Grande Paulista, que se emancipou em dezembro de 1981, entrava em fase de crescimento vertiginoso que prossegue até os dias atuais.

Texto anos 90 História

As “Noites de Yakissoba”, que tanto sucesso fazem hoje, são frutos dessas necessidades.

Por outro lado, a escassez de professores de língua japonesa, que já era grande nos últimos anos, torna-se cada vez mais crítico, o que enseja a nossa participação no programa de Estagiários Japoneses da Associação de Intercâmbio Brasil-Japão. Assim, tivemos por quatro anos consecutivos, professores vindos através desse intercâmbio:

Iku Nagai (1992), Taiji Nakanichi (1993), Hiroshi Kawai (1994) e Kayoko Harada (1995).O professor Kenichi Kaneko (Desenho) começa a ministrar suas aulas uma vez por mês em 1995.

Um fato marcante desta década foi, sem dúvida, o desmoronamento da CAC, dona da propriedade que abriga as instalações da ACEVG.

Diante da possibilidade de sermos “desalojados”, embora em um futuro incerto, fomos forçados a criar um fundo para aquisição de uma nova área para nossa sede. Tal fundo foi criado com o depósito mensal dos associados durante três anos. Fundo este que permanece até hoje no aguardo de uma boa oportunidade.

No campo esportivo, o Gateball que já vinha sendo praticado desde o final dos anos 80, ganhou muitos praticantes e teve seus anos de glória tendo, a nossa Associação, construído aqui dois campos para tal.

Texto anos XXI História

Sem querer antecipar ou simplificar conclusões, parece-nos sensato afirmar a óbvia necessidade de tornar a Associação cada vez mais atraente às novas gerações e, ao mesmo tempo, promover maior integração com a comunidade local, evidente- mente sem perdermos a nossa valiosa identidade.

Entrementes, diante do cenário exposto, é sobremaneira animador vermos o surgimento e crescimento de expressões culturais como “taiko”, “yossakoi-sooran” e outros que hoje animam a comunidade nipo-brasileira.

Aqui na ACEVGP, o “taiko” foi introduzido em meados de 2005 e tem mostrado progressos surpreendentes tendo participado de campeonatos e festivais, inclusive do Campeonato Brasileiro de 2007. Esta modalidade é aqui praticada por crianças e jovens de ambos os sexos, entre 8 e 18 anos.

No campo dos esportes, a novidade desta década foi a chegada do “mallet golf” (golf compacto praticado com os mesmos materiais do “gateball”), hoje praticado por muitos dos nossos sócios nas instalações do KOKUSHIKAN (Bairro do Carmo). Este esporte veio substituir o “gateball” da década passada.

No campo educacional, a escassez de alunos já observada na década passada tornou-se ainda mais severa nesta, o que tornou difícil a administração escolar.

Por outro lado, a falta de professores de língua japonesa era tão crítica que fez com que os responsáveis dispendessem muito de suas energias na busca deles.

Neste aspecto, a JICA (Japan International Cooperation Agency), embora com outra finalidade, nos supriu mandando três professoras com prazos de permanência de dois anos cada uma: Mayuko Matsumoto(1999-2000), Maki Assano(2002-2003) e Yumiko Moriya(jun/2005-jun/2007).

Em 17 de julho de 2005, a escola japonesa comemorou com uma grande festa de confraternização os setenta anos de sua fundação.